Frases Miriam Alves – Poesias Para Mensagens, Fotos e Status

Miriam Aparecida Alves, conhecida apenas como Miriam Alves, é escritora, assistente social, professora, poeta e ativista brasileira. Nascida em 1952, a autora tem ascendência africana preza por um maior interesse a produção feminina e negra, a fim de gerar mais visibilidade.

Com um intelectual moderno e trabalhando com uma boa relação entre metalinguagem, ficção e poesia, Miriam Alves se tornou um grande nome na literatura do Brasil.

Veja algumas obras de Miriam Alves para compartilhar em mensagens, fotos e status!

Miriam Alves em Mahin Amanhã

O poema “Mahin Amanhã” foi escrito por Miriam Alves como uma forma de homenagear a escrava Luiza Mahin, figura que, em 1835, fez parte de uma das maiores rebeliões escravas do Brasil: a Revolta dos Malês, na Bahia.

Aqui está Mahin Amanhã para você compartilhar:

Frases Miriam Alves

Ouve-se nos cantos a conspiração
vozes baixas sussurram frases precisas
escorre nos becos a lâmina das adagas
Multidão tropeça nas pedras
Revolta
há revoada de pássaros
sussurro, sussurro:
“é amanhã, é amanhã.
Mahin falou, é amanhã”
A cidade toda se prepara
Malês
bantus
geges
nagôs
vestes coloridas resguardam esperanças
aguardam a luta
Arma-se a grande derrubada branca
a luta é tramada na língua dos Orixás
é aminhã, aminhã”
sussuram
Malês
bantus
geges
nagôs
“é aminhã, Luiza Mahin falô
.”

Miriam Alves em Calafrio

Calafrio é um poema pulicado em “Cadernos Negros”, de 1984:

Frases Miriam Alves

“O sorriso gela

a porta do paraíso prometido

 

A tarde cobre-se de frio

grita

esconde-se atrás dos

casacos

faz esculpir aquela saudade

do lugar

jamais percorrido.

 

Escorrem feito sorvete

as esperanças derretidas

no ardor do querer.”

Miriam Alves em Fumaça

Fumaça é outro poema publicado em “Cadernos Negros”, mas datada de 1982:

Frases Miriam Alves

Estou a toque de máquina
corro, louca, voo, suo
a fumaça sou eu

Estou a toque de nada
vivo, ando
como a comida envenenada
e o comido sou eu

estou a toque de selva
os ferros torcidos, sacudidos
dentro de uma marmita
e a marmita sou eu

Nego, mas vivo dizendo
Sim
a tudo que me dói na cabeça
e o doido sou eu

Paro, mas estou sempre correndo
doem as pernas, os pés
e este corpo é o meu

Amanhã me encontra acordada
como a noite deixou
e o insone sou eu

Indago, mas não estou escutando
a pergunta anda solta
e ninguém explicou
que a resposta sou eu.”

Miriam Alves em Parto

Assim como os outros poemas citados aqui, Parto faz parte de “Cadernos Negros”, com data de 2002.

Frases Miriam Alves

“Uma batida surda
dói ouvir
Viver viver
presa na gaiola
pássara
Já vi o infinito
fui constelação
Agora asteroide vagando
estrela cadente
dividi-me em duas
Dividida para não ser subtraída
fiquei inteira amolgada em cada pedaço
chorei porque eu nascia.”

Miriam Alves atualmente está com 67 anos e ainda tem trabalhos publicados. O mais recente é o romance “Maréia”.


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